Caxias-MA 23/02/2026 04:51

PUBLICIDADE

Responsive image

Wybson Carvalho

Recanto do Poeta

Sonhar é preciso... “a vida é amiga da arte”... CV


Vez em quando, os homens de mente sã põem-se à imaginação utópica e chegam a realizar viagens sem bagagem material e, somente, em busca de dádivas possíveis. Pois bem!

Há algum tempo, sentado a uma mesa na confraria do Cantarelle, após ter deglutido várias doses do vinho da cana de açúcar, lembrei-me de dois vultos caxienses que, segundo os próprios, foram homenageados, ainda em vida, pela arte da música e da poesia. Trata-se dos saudosos: José Compasso, o Zé Pretinho, e, José Rodrigues de Sousa, o Zé mer..., aquela coisa.

Ambos, por inúmeras vezes, quando freqüentadores assíduos daquela confraria, teimavam em dizer que o músico Jorge Bem e o poeta Carlos Drumond haviam feito a música “A Banda do Zé Pretinho” e a poesia “José”, homenageando-os, respectivamente.

Peguemos, pois, carona na condução dessa viagem e chagaremos à enorme coincidência do comportamento humano de nossos vultos com os trabalhos dos valorosos artistas: o Zé Pretinho possuiu uma banda de música, à base de percussão, corda e sopro, que tocava muito nas festas da zona rural do município de Caxias e, lá, era sempre bem-chegado sendo, ainda, ótimo músico da Lira Municipal e o Zé mer..., aquela coisa, esteve, durante algum tempo, sozinho, sem mulher e com problemas no pulmão e, ainda, protestava à impossibilidade de cuspir ao chão, mas com maestria era ótimo dançarino e dançava a Valsa Vienense nos salões das memoráveis e antigas casas noturnas da cidade: Boite Madri, Casa Amarela e Bagdá.

A única verdade é que, na vida, os singelos homens de parca posse material, mas milionários de espírito alegre em viver, são pretensiosos protagonistas no teatro quase possível da vida e arte. E, assim, ratificam como protagonistas de personagens vivas e afixadas na memória popular de seus conterrâneos, que a “Arte é amiga da vida”, na dimensão terráquea.


As opiniões, crenças e posicionamentos expostos em artigos e/ou textos de opinião não representam a posição do Portal Noca. A responsabilidade pelas publicações destes restringe-se aos respectivos autores.


Comentários


Colunas anteriores

Poemas ao Momento

Bar Literalmente,um pasto abundante de iguariasservidas às almas, nele, famintas,em vulnerável alegria da embriagueze sob espetáculo do teatro possível;cenas protagonizadas por atores da fantasia,necessária. Baile de Carnaval Abrem-se em liberdade as portas da vergonha,e as máscaras da verdade servem como fronhas,escondendo os rostos no dantesco bacanal,a maquiar os desgostos da fuga irreal...! Solidão A solidão é uma noite escura,sem estrelas para iluminarum silêncio que ecoa...
Continuar lendo
Data:18/02/2026 17:53

Poemas a mim

Um sobrevivente à síndromeStevens-Johnson Houve um incêndio afótico dentro de mim.Em trevas e sob a cremação da carne putrefata,emergiu o emudecido veneno,qual direito da alma se acasalar,puramente, em si,e sob correção ao estragoem cicatriz na natureza humano-espiritual. Porém, haverá nova folhagemao homem salvo pela Divindade Criadora,que purificou e lapidouo bruto complexo psicofísico da criatura. Então, a vida torna-se um fiel canto para o encanto de renascer... Ônus à...
Continuar lendo
Data:10/02/2026 09:47

Poemas Sócio-Existenciais

Ônus do Haver Não haverá diferença– que de um tudo unânime consistisse;não haveria erro– que o encanto acidentasse o fato;não haveria causa– que a intenção içasse a atitude;não haveria consequência– que a realização autodeterminasse a virtude;não haveria destino– que o desejo mostrasse o caminho;não haveria perda– que a mutação fosse contínua;não haveria fim– que o viver insidiasse o desaparecimento. Prazer Inicial A carne– todavia –afronta-se com o...
Continuar lendo
Data:04/02/2026 09:37

PUBLICIDADE

Responsive image
© Copyright 2007-2026 Noca -
O portal da credibilidade
Este site é protegido pelo reCAPTCHA e pelo Google:
A Política de Privacidade e Termos de serviço são aplicados.
Criado por: Desenvolvido por:
Criado por: Desenvolvido por: