Poesia à luz
Escrevi-te e transportei-te à ética
do pensamento ao branco papel
eis, pois, a alma poética
sob expulsão do útero verbal
à existência constituída
em eterno livro memorial!
Tua carne
Eis, a densa porção avermelhada
em 1/3 da tríplice matéria
na qual tua alma está acasalada
e imersa na vermelha vida em sangue!
Destinação
O azul oxigênio é ilusão óptica
à cor do firmamento
também, momentaneamente,
às nuvens turvas e carregadas de água
a se derramarem inútil ao cáustico calor
da terra sob iminência constante
à metamorfose numa bola de fogo
a fauna e flora da própria humanidade!
Corpo ao ataúde
Eis, ainda, sobre mim
o perfume das flores
tal qual cobertor a um corpo inerte
fugido da vida e seus odores...
haverá, pois, nele e dele
- em fuga –
um espírito e o pós, aqui jaz, sem aroma
e a fétida putrefação
para a faminta metamorfose:
iguaria em tudo à alimentação do barro!
Sumiço
Abandonado com tal desprezo
e deixado sem vigília alguma...,
que de si próprio e aos outros
foi desapercebido e despercebido
de existência nenhuma
por ele e por todos!
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“Porque há o direito ao grito; então eu grito.” é um famoso trecho de Clarice Lispector, extraído de sua obra A Hora da Estrela, e expressa a afirmação da existência, a intensidade dos sentimentos e a liberdade de expressão de si mesmo, mesmo diante do invisível ou do inefável, reivindicando o direito de ser e sentir plenamente, sem pedir licença.
O significado profundo dessa afirmação está no grito como uma forma crua de dizer “eu existo”, de se fazer ouvir e de sentir a...
Angústia Plagiada
Abre-me a cova, espírito-poeta,enquanto uma estrela busca em mim,agora, a treva infinda,sem luz alguma no meu olhar a vê-lanessa cegueira a ser da altura vinda.assim, espírito-poeta,adentrarei a noite a sabê-laque, chegada a hora, o sonho será terra,o medo dirá seu último vintém,e o passado e o futuro serão guerrado inválido sobre a terra de ninguém.árvore gêmea à que em dor se enterra,a terra se abrirá em busca de outro além,e, unidos ambos, corpo e terra,a...
São Sebastião nasceu na França, no século III. Adolescente, em Milão, alistou-se no exército de Diocleciano, chegando ao cargo de comandante da guarda pessoal deste imperador. Denunciado por outros soldados, por ser cristão, Sebastião foi condenado à morte, sendo executado por centenas de flechas atiradas por outros soldados, estando Sebastião amarrado a um tronco – esta é a imagem mais conhecida deste santo. Como não morreu, voltou a pregar o cristianismo, o imperador...