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Sílvio Cunha

Caxias, Política e Sociedade

Caxias já tem uma nova liderança política


A vitória espetacular do prefeito Fábio Gentil (Republicanos), renovando o seu mandato para mais quatro anos, com 62.025 votos ( percentual de 78,17 % dos votos válidos), no último domingo, 15, é um indicativo seguro de que Caxias já tem uma nova liderança política, não só no próprio município, mas em toda a região dos Cocais, com seu perfil reverberando importância por todo o Maranhão.

Em toda a história caxiense, jamais um político havia alcançado um resultado tão marcante, estabelecendo uma margem de exatos 51 mil 741 votos sobre o segundo colocado no pleito, no caso, o deputado estadual Adelmo Soares (PCdoB), que teve a seu favor apenas 10 mil 334 votos (13,01% dos votos válidos).

Depois, reuniram-se ao grupo, embora com sofrível participação, Constantino Castro Neto (PTB) - 2.773 votos (3,49% dos votos válidos); Júnior Martins (PSC), com 2.604 votos, César Sabá (MDB), na quinta colocação, com 959 votos (1,21% dos votos válidos), e  Arnaldo Rodrigues (PSOL), que obteve 357 votos, enquanto AJ Alves (Cidadania) recebeu 192 escolhas na cédula eleitoral.

O resultado, acachapante para quem se opunha ferozmente ao prefeito Cabeludo, traduz a verdade imposta pelas seis pesquisas sérias que foram realizadas no município, neste ano de 2020, deixando claro que, pelo menos por aqui, na taba dos Guanarés, as fake news, tão em moda pelo país e mundo afora, não fincou raízes.

O resultado das urnas é inequívoco e destroçou qualquer forma de apelo (e não foram poucas) que a oposição lançou contra a candidatura de Gentil. A mais dramática veio às vésperas da eleição, através da farta distribuição de um panfleto apócrifo por toda a cidade, onde uma suspeitíssima pesquisa dava como certo um empate técnico entre Cabeludo e Gordin. A mentira, contudo, acabou vencida e sepultada com o resultado das urnas.

O clã da família Coutinho, que apostou na candidatura de Adelmo Soares, oferecendo-lhe suporte financeiro, estrutura de campanha e apoio político, inclusive em nível do governo estadual, sofreu um golpe duríssimo em sua sobrevida, após o desaparecimento do seu antigo líder e fundador, o ex-prefeito e ex-deputado Humberto Coutinho.

Não fosse a reeleição do prefeito Ferdinando Coutinho (PDT), em Matões, e a eleição de Daniel Barros (PDT), seu genro, para vereador, aqui em Caxias, o grupo teria se esfacelado completamente como força de expressão na cidade. Por enquanto, enquanto Flávio Dino (PCdoB) governa o Maranhão, a família continuará dando as cartas na estrutura estadual instalada em Caxias. Depois da eleição de 2022, porém, o destino poderá ser incerto e dependerá da assunção de quem for escolhido para dirigir o estado.

Pressionado a aceitar a disputa direta com o prefeito FG, o deputado estadual Adelmo Soares, que até ano passado era aliado de Cabeludo, vivencia agora um baixo astral sem precedentes em sua carreira política. Além do fato de não ter conseguido ganhar a prefeitura, sua esposa não se reelegeu vereadora em Caxias e seu irmão também não conseguiu manter o cargo no vizinho município de São João do Sóter. E o infortúnio é de tal dimensão que seus pais e um irmão estão em tratamento médico por causa da Covid-19, em Teresina. Suas forças, porém, deverão ganhar novo alento quando retornar a suas atividades na Assembléia Legislativa do Maranhão.

Olhando para os lados da Câmara Municipal, o novo governo de Cabeludo receberá o apoio de pelo menos 16 dos 19 vereadores recém-eleitos, uma ampla e confortável bancada que, se renovada em 63 por cento (12 novos vereadores), reconduziu sete membros da atual bancada (Catulé, Mário Assunção, Ximenes, Durval Júnior, Antonio Ramos, e Irmã Nelzir, pelo partido Republicanos, e Darlan Almeida (PL). O grupo mais experiente foi reforçado pelo retorno de Luís Lacerda (PCdoB).

Passada a refrega eleitoral, a vereança centra suas atenções agora para a formação da próxima Mesa Diretora da Câmara Municipal, a ser empossada no dia 1º de janeiro de 2021, para dar posse novamente a Fábio Gentil e a Paulo Marinho Júnior, prefeito e vice-prefeito, respectivamente.

Informações de bastidores confirmam que, até o momento, dois vereadores estão na disputa: o atual presidente da casa, aliado de primeira hora do prefeito, vereador Catulé (Republicanos), segundo mais votado (2.625 votos), que assim obteria sua terceira presidência; e o recém-eleito vereador pela primeira vez, Teódulo Aragão (PP), ente da família Gentil e o candidato mais votado da eleição (3.074 votos), para muitos, o preferido do próprio núcleo político do governo.

Embora a Lei Orgânica do Município, ou o Regimento Interno da CMC, sejam vagos para a definição da matéria, por muito tempo em Caxias virou praxe escolher o mais votado para presidir a casa. Nos últimos anos, porém, a prática cedeu lugar ao pragmatismo dos interesses políticos, um modo de estar mais próximo e influir no poder. Na virada do ano, porém, um novo ingrediente poderá ser o catalisador da escolha: a força da bancada dos parlamentares Republicanos, sete dos 19, partido que terá maior representação na casa, composto em sua ampla maioria por vereadores mais experientes.

À luz do que emerge dos bastidores, o embate sugere a escolha entre um parlamentar experiente, com décadas de atuação na casa, e um neófito que acaba de ganhar espaço na política local. Catulé, mesmo como aliado do governo, é um vereador que valoriza como poucos a atividade parlamentar e a independência do legislativo, enquanto Teódulo ainda é uma incógnita que traz consigo o fato de ter sido um assessor dos mais influentes da gestão municipal.

O apoio do governo em direção a qualquer dos candidatos selará a estratégia política que o prefeito Cabeludo colocará em atividade a partir de janeiro do próximo ano, obviamente visando ampliar o seu espaço no campo estadual para futuras pretensões. Se não se envolver diretamente, deixando a escolha para a vereança resolver, dará uma demonstração de que pretende continuar firme com a aliança que reuniu em torno de si e que não quer ver abalada por qualquer motivo.

 Também é conveniente ressaltar um dado interessante: o novo quadro da vereança destaca que, pelos menos três membros, por sua estreita ligação com a família Coutinho, farão oposição à gestão municipal: Daniel Barros (PDT), Luís Lacerda (PCdoB) e Charles James (solidariedade).

Até o momento não se sabe qual será a posição dos três na formação da futura Mesa Diretora. A lógica é pensar que eles estarão do lado oposto a quem o Palácio da Cidade escolher, fato que os deixa na condição de fiel da balança do escrutínio, isso se não prevalecer um gesto conciliatório dentro da casa. Até o próximo 1º de janeiro, portanto, as pedras do jogo estarão no tabuleiro...


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