Caxias-MA 07/01/2026 04:13

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Sílvio Cunha

Caxias, Política e Sociedade

Últimas ações de Trump podem alterar rumo da política no país


A colunista do UOL, Daniela Lima, arriscou a falar sobre um tema que, a partir de hoje, todos comentarão no país, que é o caso da invasão da Venezuela por soldados norte-americanos, a mando do presidente Donald Trump, na madrugada do último sábado, em ação militar que culminou com o sequestro do ditador Nicolás Maduro, e sua mulher, Cília Flores. A colunista, porém, preferiu especular sobre os efeitos do fato nas eleições brasileiras de outubro deste ano, raciocínio que transcreveremos nas linhas abaixo para que os leitores tenham uma melhor percepção sobre o que pode acontecer em nosso país, sobretudo porque haverá gente disposta a se aproveitar da situação.
 
“Decidiu-se esperar até que o presidente Lula despertasse, no sábado, dia 3, para dar a ele a notícia de que o continente sul-americano havia mudado drasticamente naquela madrugada. O encarregado do comunicado foi o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Coube a ele dizer ao petista que o governo de Donald Trump havia bombardeado estados e portos da Venezuela e tirado à força, de um bunker em Caracas, o ditador venezuelano Nicolás Maduro.
 
A primeira reação de Lula, segundo aliados, foi de incredulidade. Depois, surpresa. Não há registro na história recente de ação semelhante. A partir daí, já se sabe o que houve: o petista fez duas reuniões de avaliação —a primeira para definir o tom da nota que divulgaria sobre o tema e a segunda para traçar cenários.
 
As primeiras informações foram repassadas ao Palácio do Planalto pela embaixadora do Brasil na Venezuela. Ela está em contato permanente tanto com o Itamaraty como com o time que toca a política internacional de Lula ao lado da sala de despachos do presidente na Praça dos Três Poderes.
Ela relatou que havia, sim, registro de mortos já nas primeiras horas do sábado e que o tamanho dos danos à infraestrutura ainda não havia sido equacionado. Assim como ainda não estava claro o destino de Maduro nem os planos de Trump para a Venezuela.
 
Aguardou-se, então, a coletiva de imprensa marcada pelo presidente americano para entender melhor o que viria. "A sinceridade com que Trump falou foi chocante. Ele não citou democracia, nada. Falou que governaria o país, não esclareceu até quando, e que também tomaria conta das reservas de petróleo. Tratou a subtração de um Estado como quem comunica a mudança do CEO de uma empresa", descreveu um ministro do petista.
 
Já no sábado Lula disse que tentaria contato direto com alguns líderes europeus, como o primeiro-ministro da Espanha e o presidente da França. Queria medir as chances de uma reação em uníssono da União Europeia —que não veio.
 
Ainda no fim da tarde de ontem, o governo brasileiro tinha mais dúvidas do que certezas sobre o que virá.
 
Alguns pontos sensíveis são centrais para a evolução da análise. "A Venezuela, pela natureza do chavismo, tem uma população armada. São 31 milhões de pessoas. Quantas estão dispostas a pegarem em armas para enfrentar uma eventual invasão por terra dos americanos? Viu-se o que aconteceu em Gaza. Não é simples", elenca um integrante do Planalto.
 
"Outras variáveis são China e Rússia. China, principalmente, porque era o maior parceiro comercial da Venezuela e tem negócios de longo prazo contratados lá. Trump vai negociar com Xi [Jinping] e com [Vladimir] Putin? Em que termos? Isso também muda substancialmente as condições de temperatura e pressão", conclui.
 
Na seara das certezas, duas realidades incômodas: ‘A ação dos Estados Unidos na Venezuela vai interferir nas eleições do Brasil. Não se sabe em que medida, mas vai. Isso depende do comportamento das plataformas de redes sociais. Outra coisa que está contratada é o impacto das decisões de Trump nas eleições para o congresso americano deste ano. Se ele perde a maioria, o mundo é um. Se mantém o controle que tem, é outro. Mas que haverá um impacto no eleitorado americano, não há dúvida’.”
 
O presidente Trump usou a desculpa de que a segurança nacional dos Estados Unidos da América seguiria comprometida, caso certas ações do governo de Maduro prosseguissem em andamento. Ele se referia a um enorme volume de drogas que traficantes venezuelanos estariam distribuindo nos EUA, comandados, segundo ele, pelo próprio ditador venezuelano, razão por que decidira a intervenção nos termos em que ela aconteceu. Nesse sentido, a vizinha Colômbia também já foi avisada. Então, não poderia também ser o caso do nosso Brasil, onde o narcotráfico vai fazendo escola por todo lugar e já alcançou até o forte sistema financeiro do país?
 
Não é à toa que a polícia federal brasileira vem cerrando fileiras contra a bandidagem no país. Talvez o governo tenha entendido que chegou a hora de eliminar o cancro das drogas na vida do brasileiro, até, como se percebe agora, por uma questão sobrevivência, já que as grandes potências, no interesse de botarem ordem nos seus quintais (leia-se área de influência), só estão procurando a menor das desculpas para retirar de cena quem estiver atrapalhando seus negócios no mundo.
 
Assim, antes de quererem dar uma de espertos, pessoas da política brasileira precisam se manter longe de associações criminosas e de envolvimentos escusos, porque se assim permanecerem se tornarão bodes expiatórios, rumo à prisão e ao ostracismo. Só para evidenciar uma situação latente que se evidenciará no decorrer do ano, no gabinete do ministro do STF, Flávio Dino, já estão cerca de 90 processos envolvendo congressistas, por conta de dinheiro de emendas parlamentares secretas.
 
E o nosso Maranhão, que já mostrou ao país vereador jogando dinheiro de propina para a população, agora volta à baila das redes de comunicação e redes sociais com o recente caso da cidade de Turilândia, onde toda a cúpula do poder executivo do município, mais os vereadores, são acusados de desviarem cerca de 56 milhões de reais daquele pequeno município de apenas 31 mil habitantes. 
 
Em que pesem essas arbitrariedades que estão acontecendo e mudando uma ordem estabelecida desde o fim da segunda guerra mundial, em 1945, o povo, de um modo em geral, vai se beneficiando com a situação. E a premissa, agora, passou a ser negar que lobos em pele de cordeiro, vivaldinos, possam assumir o comando do país, dos estados e dos municípios.


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