Recentemente, saiu uma pesquisa em nível nacional que apontava que boa parte das pessoas está utilizando os serviços do Personal Friends, que, traduzido para o português, seria a chamada “amizade de aluguel”. A ideia central consiste em contratar alguém que, de forma temporária, faria companhia em eventos de diversos âmbitos sociais.
Tal realidade configura-se como o retrato típico do mundo contemporâneo, no qual os seres humanos, por sofrerem de um vazio existencial sem precedentes, têm buscado, de maneira capitalista, o significado de uma companhia, a riqueza de um diálogo ou o valor de um abraço.
Naturalizar esse fenômeno, que tem tomado conta das cidades brasileiras, é um tanto incabível e requer de nós a devida preocupação com o caminhar da espécie humana. Somos, nessa conjuntura, chamados a repensar o ideário de constituição de sujeitos que, ao mesmo tempo em que transitam entre a fartura efêmera, vivem também o desafio da escassez de significado. Em tempos de pompas e glamour, apregoados pelo mundo moderno, o que vemos a cada instante são pessoas carentes de atenção e constantemente em busca de holofotes e likes.
Poderíamos, assim, dizer que a sociedade do descartável também tem levado à fragilização das amizades, que, mesmo em outros tempos sendo poucas, carregavam consigo o valor da gratuidade de um sorriso ou a simbologia de uma brincadeira. Que o dinheiro jamais possa comprar a visita inesperada de alguém que um dia se foi e resolveu voltar.
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JoséSilêncio que acolhe o menino esperado,Olhar que enxerga os abandonados,As mãos que trabalham em prol de um bocado.Seus pés são marcados no chão da existência,Seus sonhos são vida e sobrevivência,Em meio às lutas que o mundo apresenta.
JoséÉ o rosto do homem que o sol queima a pele,Eis a utopia que o tempo reflete.É o espaço que ocupa a saudade deixada.
JoséDe mãos calejadas pelas lutas da vida,Cabelos grisalhos em sabedoria,A pele é o reflexo de noites não...
Olhar para a vida e sentir a beleza que ecoa.Abraço apertado da chegada inesperada.A música cantada na voz silenciada.Encontros que o tempo aproxima de vidas passadas.Riqueza que não cabe em potes de barro.Amigos que não precisam estar perto para expressar o carinho.Silêncio que espera nas lágrimas derramadas.O gesto revela o amor escondido de alguém que acolhe e não cobra por isso.E consegue ver para além desse físico que a felicidade é tempo perdido; é saber esperar o viver não...
Faz vítima a criança inocente,a pureza nascente,o amor a fluir.
A guerra de egos...torna lágrimas o regar da existência,a saudade, presença de quem um pouco deixou de si.
A guerra de egos...nos coloca no mesmo chão,não importando a região em que sirenes são escutadas.
A guerra de egos...faz da escola um cemitério,onde as covas são abertas na consciência de cada irmão.
A guerra de egos...tem nos céus a vaidade,traduzida em perversidade,do egoísmo da nação.