O rio refém
A parca víscera líquida sob a ponte
leva a magra lâmina doce ao destino corrente
para a imensidão gorda de boca gulosa
e estômago viciado à digestão salgada
Fome e sede do Itapecuru
Com quantos dentes mastigas as vidas
engolidas por ti no escorrego dessa garganta
de correnteza lenta de águas servidas
formando o esgoto com uma só víscera
que secará dia-a-dia
face à derrubada de tua cabeceira vegetal
expondo margens de areia quente
sob mil sóis cáusticos
em contra partida
na simbiose maldita e mais rara
com agonia são retiradas de ti
vidas que saciam estômagos famintos
ao teu pasto serviçal de acasalados espíritos
em corpos vivos e armados com ferro e nylon
mergulhados na tua parca lâmina líquida
vestida e suprida de dejetos
que amputam os braços afluentes
a oferecer veredas secas
à mesa de tua morte anunciada...
Mendigo
Em grito por água
a voz rouca fugida da goela seca
é a única canção da sede
em quem estende a mão aberta
ao aceno por pão
para ocupar o vazio
habitat da fome.
Para o orgulho de todos os caxienses, a cidade de Caxias está eternizada por seus filhos: o poeta Antônio Gonçalves Dias e o filósofo Raimundo Teixeira Mendes, em dois dos principais símbolos nacionais: o Hino Nacional Brasileiro e a Bandeira Nacional Brasileira, respectivamente.
No Hino Nacional Brasileiro, há, em uma de suas estrofes, dois versos do poeta Gonçalves Dias:(“Nossos bosques têm mais vida, nossa vida, em teu seio, mais amores.”)
Na Bandeira Nacional Brasileira, há...
O amor que não foi…
Às vezes, a gente sonha com alguém e imagina um futuro, mas as coisas não saem como a gente quer…E talvez tenha sido um amor não correspondido, ou as coisas simplesmente não deram certo…Seja o que tenha sido, é normal sentir saudade e pensar no “e se…”.
Sentimento emudecido
Que silêncio é esse que grita em ti?Um vazio que ecoa, um som sem fim, um sentimento que não quer partir e a consome, a faz questionar o porquê do existir…
É o silêncio das...
Chuva
Lágrimas que caem de um imenso olho azul que, momentaneamente, escurece ao derramar seu pranto sobre o corpo da terra.