O poder
Poder é sempre um espelho
a refletir imagens:
reais – dos que o detêm para aqueles que o querem
irreais – daqueles que o querem, mas não o têm.
Iguaria real
Em mim há uma porção negra:
confusão de minha origem ao apuro da morte
- qual vela apagada à existência.
Opus caxiense
Caxias, palco invadido por claques outros
a marginalizar teus nativos artistas,
em teu báratro complacente.
Travessia
Dia-a-dia
oh! continuísmo de instantes claros e escuros:
passos numa trajetória de, simplesmente, existir.
Valsa do descompasso
Quando meus passos estiverem bailando
de um lado para outro,
a personalidade dos indivíduos será abalada
ao prosseguir nas vias estáticas
do comportamento social.
Oferta à vida
haveria prata, ouro e diamantes,
se eu preferisse caminhar certo
pelos tortos e estabelecidos caminhos
pautados em tua ambiência.
mas,
vesti-me do nada
e rumei por veredas aziagas
do meu inferno existencial
a destruir ilações sobre nosso espaço.
Só existir
Desperto todos os dias já acordados em manhãs sem luz dentro e fora de mim...o vazio afótico do quarto me expulsa da ambiência sentida e amputada de ti...mendigando à saudade sigo morrendo na ausência testemunha sem nós...!
Despistar!
Solitário, almejo ser um enganador a fim de insistir, persistir e nunca desistir do desejo de enganar a dor...!
Safra à alma!
...sou semente...
Que linda alma tem o teu rosto / e eu a vejo na página dos teus olhos / a mirar e desejar versos numa folha em branco de papel exposto / à vista deles em ti e a mim...!
De vós para mim...
...quem me amar guardar-me-á na alma,...quem me gostarguardar-me-á na lembrança,...quem me odiarguardar-me-á no instinto...!... meu tempo eterno está nos poemas que vive e escrevi sob às cenas protagonistas do meu espetáculo humano.... e...
Pedaços de um eu algum Há no meu eu o pulsar de um desejoe no qual há, ainda, o quê, agora, almejo;que o fim do somatório da minha dornão interrompa os gritos do clamor; face a um pedaço ser bem emudecido em mim,e o meu outro resto é ouvido, mas ruim... A sinfonia que me invade desde o nadaé bem-vinda, ainda que quase desafinada;e eu a quero para sempre almejadaainda que pouco executada;face a um pedaço...