Esta coluna da semana bem que poderia falar das coisas relacionadas ao carnaval caxiense de 2026. Assunto, porém, ficará para a próxima, porque nossa cidade não vivencia somente folia momesca e problemas recorrentes estão por todos os lados do perímetro urbano, aqui na terra dos poetas.
Em meio às ocorrências do dia a dia, como crimes tratados como rotina na verdadeira guerra entre facções que se acercaram de Caxias, uma problemática especial chama atenção: a grande presença de animais vadios perambulando por toda a cidade, especialmente cães e gatos.
Abandonados à própria sorte por seus tutores, esses pequenos felinos amontoam-se no mercado central, nas feitas livres, nas praças e nos logradouros públicos, à espera de uma mão amiga que lhes tragam alimentação para sobreviverem. As fêmeas são as que mais sofrem com a situação, visto que, mal deixam o resguardo e a amamentação, logo estarão prenhas novamente, se alguém não lhes aplicar um contraceptivo ou castração. No entanto, pouca gente se dá a esse trabalho assistencial.
Dias atrás, causou surpresa uma ação da assessoria do prefeito Gentil Neto, através do pronto resgate de uma cadela no cio que era assediada por mais de 20 cães pelas ruas do centro histórico. O trabalho resultou na recuperação física do animal, que estava bastante ferida e estressada. No entanto, quando se pensava que o animalzinho estava caminhando para um lugar feliz, eis que aparece o tutor, para reclamar a devolução da cachorra e criticar a assistência dispensada.
Era só o que faltava, um sujeito vir fazer reclamação quando deveria ser multado e privado de manter o animal, como determina o ordenamento legal específico, já que existe legislação contra maus tratos a animais, precisamente a Lei nº 9.605/1998, que criminaliza abusar, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, com pena de detenção de 3 meses a 1 anos e multa para atos de abuso, maus-tratos, ferimento ou mutilação de animais; e a Lei nº 14.064/2020, denominada de Lei Sansão, especificamente para cães e gatos, que aumentou a pena para 2 a 5 anos de reclusão, além de proibir a guarda.
Diante da enorme quantidade de casos por Caxias, não sabemos até onde a assessoria do prefeito pode ir para minimizar o problema, já que se sabe que ações como essas têm custo elevado. É verdade que uma clínica pública especializada foi estabelecida no bairro da Cohab. A repartição, entretanto, parece não ter espaço para a demanda, e, assim, animais estão sendo levados para outros órgãos do governo municipal, para espanto do secretariado.
São considerados maus tratos: abandono, locais insalubres, falta de alimentação/água, agressão física, envenenamento, abuso sexual, uso em trabalho excessivo ou brigas, além de experiências dolorosas.
Aproveitando a folia em andamento, pessoas que gostam de animais se prepararam para botar nas ruas o bloco dos pets, fazendo da brincadeira um chamamento à responsabilidade de todos os cidadãos e cidadãs para com os animais dentro do município de Caxias. A iniciativa quer despertar a empatia de muitas pessoas para a causa de animais que não tem local de moradia. Em outras cidades, como São Luís, por exemplo, há grupos de pessoas que se organizam e mantém espaços em praças, construindo inclusive abrigos apropriados para receber animais abandonados.
Novos semáforos
Vamos esperar que a assessoria do prefeito leve adiante a iniciativa. No mais, elogiar a pronta intervenção da prefeitura, substituindo todo o conjunto de semáforos na área da praça D. Luís Marelin, também conhecida como antiga Praça da Chapada. Foram instalados semáforos digitais no local, que incluem modelos inteligentes e com contagem regressiva, utilizando tecnologia LED e sensores para otimizar o fluxo de tráfego em tempo real, ajustando os tempos de verde/vermelho conforme a demanda.
Não há dúvida de que esses sinais luminosos irão aumentar a segurança e reduzir o estresse dos condutores ao indicar o tempo restante de travessia ou abertura do sinal. A torcida, agora, é para todos os sinais luminosos da cidade ganharem a mesma configuração dos que se acham na Praça da Chapada. E não podemos esquecer os fiscais de trânsito, que devem estar nos cruzamentos de ruas e avenidas, organizando a circulação de veículos, até porque muitos condutores caxienses estão mal-acostumados a não respeitar a sinalização do trânsito da cidade.
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