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Internacional

Após ataque à Venezuela, Trump diz que uma nova operação militar, contra a Colômbia, 'soa bem'

Presidente dos EUA também fez críticas ao governo do México e afirmou que é preciso 'fazer alguma coisa' em relação ao país. Exército americano prendeu o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa no final de semana.

Por: G1 | Data: 05/01/2026 10:25 - Atualizado em 05/01/2026 10:25
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Após a ofensiva dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro, o presidente Donald Trump afirmou que uma nova operação militar, desta vez contra a Colômbia, "soa bem" para ele.

Trump disse que o país sul-americano é governado por "um homem doente", em uma crítica direta a Gustavo Petro, o primeiro presidente de esquerda do país. Em outubro de 2025, o governo Trump aplicou sanções contra o líder colombiano.

“A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos — e não vai continuar fazendo isso por muito tempo", disse, a bordo do Air Force One, a aeronave oficial, na noite desse domingo (4).

Questionado por jornalistas sobre a possibilidade de os EUA levarem adiante uma operação militar contra o país, Trump respondeu: “Soa bem para mim”.

O republicano também criticou o governo mexicano. "Temos que fazer alguma coisa em relação ao México. O país precisa se organizar", declarou.

Em resposta, Petro repudiou nesta segunda-feira (5) a fala de Trump, que chamou de "ameaça ilegítima", e acusou o governo dos EUA de ter interesses políticos com as falas recentes contra a Colômbia.

Falando com jornalistas, Trump também se manifestou sobre Cuba. Ele afirmou que uma intervenção militar americana provavelmente não será necessária, já que, segundo ele, o país parece estar prestes a ruir por conta própria. “Cuba está prestes a ser nocauteada”, disse.

As declarações ocorrem após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, em uma operação das forças norte-americanas que acontece em Caracas na madrugada do último sábado (3).

Governo interino

Com a deposição de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o cargo de presidente interina da Venezuela. A decisão de mantê-la como substituta foi tomada pelo Tribunal Supremo de Justiça do país logo após Maduro ser retirado do poder pelos Estados Unidos.

Segundo o texto da decisão, ela assume o cargo para "garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da Nação”.

Além da decisão do Supremo, as Forças Armadas da Venezuela reconheceram neste domingo Rodríguez como presidente interina do país. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, endossou em rede nacional a determinação de mantê-la no poder por 90 dias.

Donald Trump afirmou neste domingo que os Estados Unidos estão “no comando” da Venezuela após a captura de Nicolás Maduro, ao mesmo tempo em que lidam com a nova liderança interina em Caracas.

“Estamos lidando com as pessoas que acabaram de tomar posse. Não me perguntem quem está no comando, porque eu daria uma resposta e isso seria muito controverso”, disse o republicano a jornalistas nesta noite, ao ser questionado se havia falado com Delcy Rodríguez.

Pressionado a explicar o que quis dizer, Trump afirmou: “Isso significa que nós estamos no comando.”

'Quarentena do petróleo'

Já o secretário de Estado americano, Marco Rubio, adotou um tom diferente do adotado por Trump. Ele afirmou que os Estados Unidos não terão um papel direto no governo cotidiano da Venezuela e se limitarão a impor uma “quarentena do petróleo” já existente sobre o país.

Em entrevista ao programa Face the Nation, da CBS, Rubio adotou um tom mais cauteloso ao afirmar que os EUA continuarão a aplicar a quarentena do petróleo — medida que já estava em vigor sobre navios-tanque sancionados antes de Maduro ser retirado do poder na madrugada de sábado.

Segundo o secretário de Estado, a medida será usada como instrumento de pressão para promover mudanças de política na Venezuela. “É esse o tipo de controle a que o presidente se refere quando diz isso”, afirmou.

“Nós mantemos essa quarentena e esperamos ver mudanças, não apenas na forma como a indústria do petróleo é administrada em benefício da população, mas também para que se interrompa o tráfico de drogas", acrescentou.

Maduro detido em Nova York e reunião da ONU

Maduro chegou ao centro de detenção em Nova York no fim da noite de sábado. Ele foi conduzido sob custódia ao escritório da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), onde foi fichado. Um perfil oficial da Casa Branca no X divulgou as imagens do venezuelano escoltado por agentes.


O venezuelano deve comparecer diante de um juiz de Nova York nesta segunda-feira, às 14h (horário de Brasília), de acordo com comunicado do Tribunal Distrital Federal de Manhattan.

A primeira audiência em que Maduro será formalmente apresentado à Justiça dos EUA, sob acusações de narcotráfico, será diante do juiz Alvin K. Hellerstein. A esposa dele, Cilia Flores, que também foi capturada durante a operação, deve comparecer ao tribunal com o marido.

Já o Conselho de Segurança da ONU, composto por 15 membros, deve se reunir nesta segunda-feira (5), por volta das 12h (horário de Brasília), para discutir a legalidade da captura do presidente da Venezuela.

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