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Wybson Carvalho

Recanto do Poeta

O rio refém


A parca víscera líquida sob a ponte
leva a magra lâmina doce ao destino corrente
para a imensidão gorda de boca gulosa
e estômago viciado à digestão salgada.

Fome e sede do Itapecuru

Com quantos dentes mastigas as vidas
engolidas por ti no escorrego dessa garganta
de correnteza lenta de águas servidas
formando o esgoto com uma só víscera
que secará dia-a-dia
face à derrubada de tua cabeceira vegetal
expondo margens de areia quente
sob mil sóis cáusticos

Em contra partida
na simbiose maldita e mais rara
com agonia são retiradas de ti
vidas que saciam estômagos famintos
ao teu pasto serviçal de acasalados espíritos
em corpos vivos e armados com ferro e nylon
mergulhados na tua parca lâmina líquida
vestida e suprida de dejetos
que amputam os braços afluentes
a oferecer veredas secas
à mesa de tua morte anunciada...


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Três retratos em letras

Reino cidadão Livres são o homem, o canino e o felino...ambos vestidos de solidãotão sós e despercebidos entre os muitossão, também, despercebidos da nudez tabulada ora multiplicada na multidão alheiaà unicidade vadia dos animaisna estratificada pirâmide humano-social dos seres! Nudez de sentidos Ó inércia final estás nuamas, no entanto, queres vestido o corpo mortode mãos unidas e pés...
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Data:14/06/2021 18:06

O rio refém

A parca víscera líquida sob a ponteleva a magra lâmina doce ao destino correntepara a imensidão gorda de boca gulosae estômago viciado à digestão salgada. Fome e sede do Itapecuru Com quantos dentes mastigas as vidasengolidas por ti no escorrego dessa gargantade correnteza lenta de águas servidasformando o esgoto com uma só vísceraque secará dia-a-diaface à derrubada de tua cabeceira vegetalexpondo margens...
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Data:07/06/2021 11:59

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Data:31/05/2021 07:34

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