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Sílvio Cunha

Caxias, Política e Sociedade

Peças se arrumam para o jogo


O panorama pré-eleitoral caxiense, ainda sem foco nítido em sua totalidade, começa a produzir imagens bem mais nítidas a respeito do que nosso eleitorado terá pela frente, à sua escolha, para votar nas eleições do próximo ano ao cargo de prefeito do município. A chapa que concorre à reeleição, pelo menos até o momento, já é conhecida e sem novidade, garantindo as presenças do prefeito Fábio Gentil (PRB) e do Vice-Prefeito Paulo Marinho Júnior (PV), mais uma vez, no pleito.

O grupo Coutinho, liderado pela deputada estadual Cleide Coutinho (PDT), trabalha ainda por uma definição sobre a qual pesará a indicação para postular a vaga de dirigente máximo do município. Antes, cinco nomes se credenciaram para uma espécie de eleição primária no âmbito do grupo. Agora, um deles saiu, o do empresário Constantino Castro Neto, anunciando que participará da disputa isoladamente pelo PRTB, outros dois perderam força, Magno Chaves e Luís Lacerda, de sorte que apenas a vereadora Thaís Coutinho (PSB) e o empresário Júnior Martins (PSDB) ainda estão firmes na pretensão de encimar a indicação do clã.

Se até poucos dias atrás, o empresário César Sabá (MDB) era o único com propósito definido para disputar com o prefeito Fábio Gentil, agora Constantino Neto também mostra muito entusiasmo em participar da disputa. Sem perda de tempo, neste fim de semana, Sabá estará em São Luís para recepcionar o atual líder máximo do MDB, o deputado federal paulista Baleia Rossi, onde espera obter mais apoio e cacife à sua pretensão de governar Caxias.

Por sua vez, Constantino Neto, vem intensificando encontros nos bairros da cidade e povoados da zona rural, arregimentando adesões ao seu projeto político. CN inclusive já esteve em programa de televisão, através do qual pode dialogar com muitos eleitores sequiosos de receber mais informações sobre suas propostas para viabilizar mais empregos em Caxias.

Com os Coutinho marcando presença com nomes já conhecidos do eleitorado, a grande novidade para a próxima campanha será a presença desses neófitos nos confrontos da política caxiense, que se mostram bastante interessados em misturar o ambiente democrático que o município vive na atualidade e trazendo para a festa, talvez, representantes de pensamento socialista esquerdista, do PT e do PSOL, ou do PSL, partido que teve crescimento com a eleição do presidente Jair Bolsonaro, onde estão alinhados os que comungam das idéias da direita ultraliberal, que acham que a sociedade brasileira deve abolir os investimentos sociais e optar somente pelo crescimento dos vetores que têm o capital como força motriz.

Alheio às considerações filosóficas e aos pontos de vista diversos que pululam na cidade, o prefeito Fábio Gentil continua, nesse instante, com sua imagem política em franca progressão, realizando muito trabalho por todo o município, a despeito das grandes dificuldades financeiras que ora cercam a administração pública brasileira e, mais fortemente, a nordestina, por conta da forte crise econômica que se instalou no país, nos últimos anos.

Contrariando todas as expectativas e trilhando caminhos que outras gestões do interior do Estado desconhecem, FG conseguiu nos últimos três anos renovar a autoestima do município, sobretudo ampliando a capacidade para investimentos em turismo e também atraindo empresas a se instalarem aqui na Princesa do Sertão, com o propósito de renovar nossas ideias no ramo dos negócios, mas também de criar mais ofertas de emprego para a população. Na zona rural, onde despontam mais de 800 povoações, está sendo louvável o trabalho para inserir muitas comunidades aos benefícios das redes de distribuição de água tratada, novas escolas, infraestruturas para o lazer, campanhas de prevenção à saúde, investimentos, sem dúvida, de elevado alcance social.

Agora, Caxias já está toda enfeitada para o Natal e as festas do Ano Novo. A malha viária da cidade passa por recuperação, e cerca de 100 quilômetros de estradas vicinais estão sendo recuperados. Pelo trabalho desenvolvido em prol das mulheres gestantes e das crianças do município, Caxias acaba de receber elogio do Selo Unicef, fundo das Nações Unidas que estimula e premia os organismos que contribuem para avanços reais e positivos na promoção de trabalhos que garantam os direitos de crianças e adolescentes.

É neste contexto, portanto, que os atores postulantes ao mandato de prefeito terão que atuar. Fazendo até o momento uma boa gestão, diante das circunstâncias, o prefeito Cabeludo reúne todas as condições para renovar seu mandato em 2020. Mas isso não significa que ele não possa ser contestado e ter pela frente adversários capazes de confrontá-lo.

Para tanto, basta andar pela cidade, pelos povoados, e identificar lacunas que estão a exigir mais atenção do poder público municipal. Ruas intransitáveis e sem nenhum tipo de saneamento, dificuldades para conseguir atendimento médico, exames de laboratório etc, estão entre as reclamações que todos os dias banham as redes sociais e mesmo os meios de comunicação tradicionais da cidade, como o rádio e a televisão.

A força da máquina da prefeitura e a estrutura midiática do prefeito são de dar inveja. Contudo, nosso eleitorado não pode mais ser jogado numa arena em que a disputa é maniqueísta, ou seja, uma luta entre o bem e o mal. Afinal de contas, não se faz política pensando apenas numa única eleição. E a disputa de agora, o sucesso e o insucesso, são fatores que não podem ser ignorados por quem se acha vocacionado a caminhar pelas ásperas trilhas do poder.

Políticos trocam a cidade pela zona rural 

Durante a semana, setores da nossa imprensa, pela via digital, criticaram o trabalho ora desenvolvido pelos vereadores caxienses, reclamando principalmente que não estão ocorrendo sessões na Câmara Municipal, dentro da regularidade esperada pela Lei Orgânica do Município e o Regimento Interno da Casa. Os frequentadores contumazes da CMC querem porque querem ver os vereadores se digladiando no plenário. Mas isso, no entanto, pelo menos agora, não está acontecendo, simplesmente porque os edis enfrentam um período muito difícil neste momento de disputa pré-eleitoral, onde debater em plenário significa menos do que assistir presencialmente suas bases de sustentação eleitoral.

É claro que cada vereador, vereadora, foi eleito para defender os interesses da população. Mas vereador que apenas fala muito e não corre atrás, pressiona o Poder Executivo a realizar suas solicitações, que na verdade são demandas da própria população, está fadado ao fracasso político, em sua condição de agente intermediador entre o povo e o poder.

Vereador Catulé aciona o sistema de água que solicitou à Prefeitura de Caxias

para as comunidades de Independência e Barra do Ininga, no 2º Distrito.

Nas últimas semanas, têm se intensificado inaugurações de trabalho de infraestrutura por toda zona rural de Caxias, em atendimento a demandas por recuperação de estradas vicinais, reforma de escolas, entrega de sistema de água tratada para as comunidades, dentre outras realizações a cargo da prefeitura. E é nesses eventos que os vereadores comparecem, já que, em sua grande maioria, são reivindicações da edilidade em prol das comunidades que representam, tanto na cidade como na zona rural.

Deixar de participar desses eventos e reivindicar para si a autoria dos investimentos, uma vez que é dos requerimentos da Câmara que nascem a grande maioria das ações do governo, seria o mesmo que entregar de bandeja para outrem todo um trabalho assistencial em benefício de seus eleitores, um verdadeiro suicídio político.

Praça do povoado Chapada, com academia ao ar livre, é uma reivindicação de

Neto do Sindicato para a comunidade do 3º Distrito.

Para dar uma ideia de como as coisas estão acontecendo na vida de nossos parlamentares, durante a semana o vereador Neto do Sindicato (PCdoB) esteve no povoado Chapada, no 3º Distrito, participando da inauguração de uma praça que lhe foi solicitada pela comunidade. Na última quinta-feira (28) foi a vez do presidente Catulé ir ao 2º Distrito, onde a prefeitura inaugurou, por sua solicitação, um sistema simplificado de abastecimento de água para beneficiar dezenas de famílias dos povoados Independência e Barra do Ininga.

Na solenidade, Catulé manifestou a sua satisfação com a obra entregue. “Essa região sempre foi esquecida pelos que administravam os recursos públicos. Com a chegada do prefeito Fábio Gentil e a nossa reeleição, nós estamos tendo a oportunidade de cumprir uma promessa feita em campanha, de prestigiar essa população com o abastecimento de água. Hoje essa localidade está comemorando e recebendo o resultado de dois homens públicos que sabem respeitar e, sobretudo, administrar os recursos públicos”.

Então, vida na política tem dessas coisas. Quem se acomodar é passado prá trás... Quem não é visto, não será lembrado! E tem muita gente que não conhece nem um palmo de estrada na zona rural, mas está nas redes sociais criticando ou assumindo o trabalho que os vereadores fazem nas muitas comunidades caxienses. É por causa desses espertalhões que a vereança local às vezes deixa o trabalho regular na CMC para estar ao lado de seus eleitores. 

Vereadores querem reduzir a presença de flúor na água tratada de Caxias

Na noite da última quarta-feira (27), apenas sete vereadores, Magno Magalhães –PSD, Neto do Sindicato – PCdoB, Darlan Almeida – PHS, Moisés Holanda – PSD, Gentil Cantanhede – PSL e Antonio Ramos – SD,  estiveram no plenário da Câmara Municipal de Caxias. Mesmo assim, a casa produziu uma audiência pública excelente para o interesse da população do município, principalmente às pessoas que residem nas comunidades assistidas por rede de distribuição de água tratada.

 A audiência pública, uma proposta aprovada por Magno Magalhães, trouxe ao plenário da casa a discussão sobre a necessidade de aplicação do elemento flúor na água tratada oferecida aos caxienses pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), quando já se sabe hoje, com base em robustas e minuciosas pesquisas pelo mundo inteiro, que o flúor, na verdade, ocasiona mais malefícios à saúde humana do que benefícios.

Vereadores Gentil, Darlan, e Magno Magalhães, o químico Mauro Viana, e os vereadores Ramos e Sargento Moisés. 

Presidindo o encontro que chegou a reunir boa audiência no plenário da CMC, Magno Magalhães, que é médico e professor universitário, inicialmente, fez a seguinte observação: "Na condição de médico, professor e vereador-presidente da Comissão de Saúde desta Casa, senti-me na obrigação cívica, médica e política de trazer esta discussão em âmbito público, objetivando esclarecer dúvidas e suscitar alternativas viáveis para melhorar nossa saúde coletiva", justificou, na oportunidade.

Segundo o parlamentar, argumentando que cerca de 95 por cento dos países desenvolvidos já aboliram a presença de flúor em suas redes de distribuição de água tratada, problemas de saúde como depressão, câncer, infertilidade, fraturas espontâneas, artrite, fluorose dental e óssea, hipotireoidismo e hipertireodismo, se originam do uso do flúor. Em Caxias, a concentração de flúor no tratamento da água pelo SAAE é de 0,6 até 0,8 partes por milhão (ppm), nível que, apesar de baixo e mesmo inferior ao que estabelece a legislação federal, até 1,5 ppm, ainda é suficiente para causar danos à saúde.

O evento contou com a participação do coordenador de Produção e Qualidade do SAAE, o químico industrial Mauro Viana, que substituiu o diretor do SAAE de Caxias no evento, Arnaldo de Arruda Oliveira, ausente da cidade na data. "O SAAE, como qualquer sistema de abastecimento de água no Brasil, segue leis, e a lei que rege a potabilidade da água é a Nº 2.914/2011, do Ministério da Saúde, que obriga órgãos públicos e privados a fazerem o processo de fluoretação da água, sendo que essa adição tem um limite", no caso, a introdução de flúor até 1,5 ppm.

A título de curiosidade, de posse de um copo de água mineral, o vereador Sargento Moisés expôs aos presentes que, mesmo na água mineral, havia a presença de flúor, com concentração de 0,02 ppm, quantidade baixa, se levado em consideração a quantidade que o SAAE aplica de flúor na água de Caxias, na proporção de 0,6 a 0,8 ppm.

O químico do SAAE ressaltou na ocasião que a autarquia municipal, assim como as empresas privadas que beneficiam água mineral, estão obrigados a cumprir uma portaria específica do Ministério da Saúde, que teria que ser derrubada pelo Congresso, excluindo o flúor dos sistemas de tratamento de água potável do país. Por outro lado, nada impede que, sabendo dos malefícios que o elemento químico provoca, os órgãos responsáveis, assim como as empresas privadas, reduzam ao máximo a sua aplicação, como já ocorre na indústria privada, onde o máximo de uso está na casa de 0,02 ppm, índice de menor agressão à saúde humana.

Lembrando que já tem pronto um projeto de lei propondo a retirada de água da água tratada de Caxias, mas convencido de que, primeiro, será preciso mudar a legislação do país, o vereador Magno Magalhães anunciou que irá retirar sua proposição de pauta para emendá-la com uma sugestão para que o Poder Executivo Municipal reduza ao máximo o uso do flúor na água de Caxias, “para que permaneçamos cumprindo a portaria ministerial e, ao mesmo tempo, oferecendo um benefício maior à saúde da população caxiense”, frisou.

O vereador Neto do Sindicato (PC do B) parabenizou o autor da proposição pelo assunto abordado, "que com certeza não ficará só em Caxias. A partir desta audiência, o Brasil inteiro começará a discutir sobre o flúor".

Na ocasião, o líder do governo, Sargento Moisés (PSD), criticou a ausência da líder da oposição, Thaís Coutinho (PSB), na audiência. "A vereadora também é membro da Comissão de Saúde, a que mais fala de saúde, principalmente quando é para criticar, mas para trazer soluções não traz", declarou.

Vereador Ramos (SD) indagou sobre como o flúor é considerado o elemento mais eletronegativo de todos os componentes químicos e quanto à retirada do flúor no tratamento da água no município.

Para o vereador Darlan (PHS), "o que foi tratado na audiência já é o suficiente para entendermos os danos com o flúor aplicado na água encanada de muitos lares brasileiros, bem como o creme dental que consumimos todos os dias. Magno Magalhaes é audacioso em levantar este tema".

A palavra foi franqueada ao público na galeria. A psicóloga Auxiliadora Andrade e a enfermeira Nobilina Magalhães elogiaram o debate e a solução proposta pelo representante do SAAE.


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