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Fábio Kerouac

Um poeta caxiense em Hamburgo

A Besta está calma, apesar do rock in roll...


Ontem fui à acupuntura e saí da sessão flutuando e dei mais uma "dose" de ânimo à minha abstinência alcoólica, que já dura 1 ano e quase 1 mês… no caminho para a acupuntura no KODROBS, um centro de aconselhamento pra viciados em álcool e drogas, já fui animado, pois encontrei no centro da cidade uma ex-chefe, diretora de um escritório de cuidadores de idosos ambulantes onde fiz um bico por 3 anos. Ela me desejou boa sorte no controle do meu vício e me disse que ela torcia por mim. Ali, no KODROBS, fiquei 40 minutos com agulhas espetadas nas orelhas, tempo suficiente para pensar sobre as merdas feitas na vida!

Mas não pensem que tenho algum remorso de algumas "merdas" que fiz, por exemplo, nos anos 80. Cito essa época porque desde há duas semanas tenho ouvido uma rádio de rock alemã (a Radio BOB) que tem um link na internet que só toca rock daquela década, tempo em que vivi na cidade de São Paulo e ali, dos 9 anos que passei na capital paulista, 7 deles foram vivendo no bairro Parque das Árvores, onde antes do tal rock in roll virar moda, isto veio acontecer depois de Eduardo e Mônica da Legião Urbana, eu e mais 3 companheiros de baladas (Fonfo, Belo e Augusto) éramos vistos no bairro como exemplos a não serem seguidos, pois gostávamos de rock in roll e nos comportávamos como adeptos de "música satânica" (o tal rock in roll)!

Vou estar em Sampa em outubro, volto pra onde estive em 2014, e pra onde tenho que ir como quem vai à Meca, volto ali de tempos em tempos para me energizar, só que dessa vez vou encontrar os meus velhos companheiros dos anos 80. O Fonfo eu costumo ver sempre que vou por ali, já o Belo eu não o vejo desde 2008 e Augusto eu o vi em 2003, depois disso eu soube que estava morando em Bauru e dois dias atrás eu soube que ele está morando em Jundiaí, distante 59 Km de São Paulo. Com ele já estou me comunicando desde ontem via Messenger e soube que o nome de sua cadelinha é Ramona, em homenagem aos Ramones. Notei que o tempo passou, que envelhecemos, mas o tal rock`n`roll continua pulsando nas veias. 

"Mas para ele continuar pulsando nas minhas veias eu tive que deixar o álcool“, revelei isso para o amigo de baladas nos 80. Eu disse ainda pra ele através do Messenger que iria para a acupuntura e quando chegasse em casa iria me sentar diante do computador com uma salada entre os dois (eu e o computador) e ver as notícias do dia no mundo afora. A ele procurei demonstrar que a Besta que mora em mim está sob controle, mas não esqueci que era na casa do meu amigo Augusto que no ido ano de 1983 pulávamos de alegria aos sábados ao ver o Iron Maiden aparecer, pra nosso delírio, na tela da TV Cultura no extinto Som Pop cantando The Number of the Beast e nós cantávamos o refrão:

"6 6 6, the number of the beast
Hell and fire was spawned to be released"


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